Ensinamentos incomuns de Natal

É Natal e surgem aquelas piadas sobre ter que se reunir em família, aguentar o tio do “é pavê ou pá cumê”?, sorrir e acenar para aquela tia que pergunta “e namorado, ainda nada?”, ou “teu primo Juscileiton passou em medicina, quando você vai largar essa brincadeira de ser músico?”. Começa a briga entre os que odeiam uva-passa e dos “põe uva-passa em tudo sim!”, dos que amam Simone e dos que não aguentam mais o hit “então é Natal….”.

E aí eu pauso esse parágrafo por alguns segundos e fico olhando pra tela e pro cursor piscando, esperando a próxima palavra a ser escrita. Lembrando de tudo que já vivi nos meus 28 anos celebrando o Natal em família, da alegria na infância em poder finalmente rever os primos, da animação em revelar os amigos secretos e da felicidade (ou não!) ao ver o presente que te compraram, da mesa farta, do significado do Natal celebrado, e de ano após ano ver crescer um sentimento de nostalgia por presenciar todo mundo envelhecendo, crianças nascendo e pessoas novas se juntando à família enquanto outras já partiram.

E então esse post diretamente de outro continente veio falar de 1) Saudade. Saudade de ter a família perto, de ter os amigos bem próximos, de poder “dar um pulinho” na casa de alguém. 2) Inveja. Inveja em ver os colegas europeus pegando o avião pra passar o feriado em casa, afinal, em 3 horas de vôo se chega a qualquer lugar da Europa (mas Natal são sentimentos bons, não conta pra ninguém que eu tenho inveja!). 3) Distância. Porque o Brasil precisa ser tão longe? 4) Criar laços. Não é tão fácil em outra cultura, com quase 30 anos de idade. Depois de quase 1 ano morando fora, percebi que as relações são extremamente educadas, e extremamente “cada um na sua”.

Então, amigos e familiares, tios do pavê, queria apenas dizer que vocês fazem falta. Não só no Natal, entendam, mas essa data faz florescer o que é de maior afeto dentro de nós. E se eu pudesse, realmente colocaria vocês na mala, moveria o Oceano Atlântico de lugar pra trazer os continentes bem perto, e teria tudo o que eu quero na vida. Mas não se pode ter tudo na vida – alguma tia sua já deve ter dito isso pra você numa ceia de Natal.

Feliz Natal! Amem-se!

 

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4 comentários em “Ensinamentos incomuns de Natal”

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