Do Tigre à Prata

As vasculhadas nos blogs de viagem nos convenceram de conhecer a cidade de Tigre, há cerca de 30 km de Buenos Aires. Nossa jornada terminou navegando pelo Rio de la Plata, e desaguamos no bairro mais charmoso da cidade: Puerto Madero.


Cinquenta minutos de trem, e chegamos em Tigre. Antes disso, a estação estava super lotada e o calor de matar tornou tudo um pouco chato e sufocante, mas a viagem é baratinha e nada mal, no final das contas. Em Tigre, perdemos um bom tempo para chegar da estação de trem à estação fluvial, onde já queríamos garantir nosso bilhete de volta a B.A. de catamarã. Não há placas, não há quem de fato informe o caminho, e a única opção que tem na estação de trem é pagar por um tour bus. Mas, optamos por andar. E nos perdemos.

Tour Bus: em Tigre, uma boa opção.
Tour Bus: em Tigre, uma boa opção.

Quando nos orientamos e chegamos, percebemos que, de fato, a melhor opção em Tigre é pegar o tour bus mesmo. Ele é a forma mais fácil e tranquila de conhecer a cidade (e se situar com facilidade), e então compramos na própria estação fluvial, em uma agência de turismo local, um pacote que incluía ônibus à vontade pela cidade + catamarã para voltar à Buenos Aires ao final do dia.

Tigre é pequena, pacata, e, confesso, não há muito o que se fazer. Tivemos dificuldade até de encontrar um local bacana pra almoçar, e, nos julguem, a fome apelou pelo Burger King mesmo (que aliás tem uma opção vegetariana muy buena). Mas o passeio de catamarã pelo Delta do rio Paraná, que te leva de volta à B.A., esse sim é sensacional!

Delta do Rio Paraná
Delta do Rio Paraná

O Delta abriga a casa de veraneio dos portenhos, e, no verão, é possível navegar por ele junto à jet skis, caiaques e catamarãs, e se apaixonar pelas casas cuja porta de entrada é um píer e cuja rua é o próprio rio. No catamarã, nos informaram inclusive como é feita a entrega de cartas, de mercadorias e até o transporte escolar de crianças: tudo de barco, pelo rio!

 

Chegou, então, a vez de conhecer meu local favorito de Buenos Aires, mas a esse ponto eu ainda não sabia disso.

Depois, o catamarã segue pelo Rio de la Plata até retornar a B.A., e a vista da cidade é simplesmente linda. Apreciamos o vento, o calor, a vista e apenas relaxamos, até desembarcarmos em Puerto Madero. Chegou, então, a vez de conhecer meu local favorito de Buenos Aires, mas a esse ponto eu ainda não sabia disso. Decidimos desbravar o bairro, com nosso mapa a tiracolo, e fomos até o Parque Mujeres Argentinas, onde a população local faz atividade física, passeia com os cachorros, anda de skate ou apenas senta para conversar após o expediente.

Sentamos um pouco e ficamos olhando as atividades da vida alheia. O calor estava de matar e, apesar de já ser umas 18h, o sol ainda estava com todo o gás. Andamos mais um pouco, até o Parque Micaela Bastidas, e ali sentamos em uma colina, que dava vista pra um pequeno rosedal. Eu ficaria ali até o sol se pôr, mas o calor e o cansaço me venceram, e pegamos o caminho de volta pro hotel.

Pôr do sol em Puerto Madero - sem filtro ou qualquer edição de foto.
Pôr do sol em Puerto Madero – sem filtro ou qualquer edição de imagem.

Paramos ainda em Puerto Madero em uma agência de turismo para sondar qual seria o show de tango mais vantajoso de ir. Um rapaz muito simpático nos atendeu e desatou a falar português com a gente, em uma velocidade e sotaque que tornava a compreensão difícil! Queria poder dizer pra ele voltar pro espanhol, mas achei legal a vontade de se comunicar na nossa língua. No final das contas, compramos as entradas do show que acontece no Madero Tango (cenas dos próximos capítulos).

Creiam, nosso dia ainda não terminou. Acho que pelo fato de o sol se pôr no verão lá pelas 20h, o dia realmente é longo e dá pra fazer bastante coisa. Tomamos aquele bom banho no hotel e saímos pra jantar em Palermo, numa região chamada Las Cañitas, onde a noite é agitada por simpáticos bares e restaurantes . Escolhemos na sorte um restaurante de massas, e provei uma das melhores massas que já comi na vida. Uma pena eu não-lembrar-o-nome-do-restaurante. Deve ter sido a emoção, desculpem!

Se nós fôssemos jovens, ainda teríamos curtido uma balada porteña, que é muito conceituada, mas a dita cuja só começa lá pras 2h da madrugada. Preferimos nosso travesseiro, porque no dia seguinte tinha mais coisa pra conhecer 🙂

 

 

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